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Redução dos seios

Redução dos seios

O que é a mamoplastia redutora

A mamoplastia redutora (ou Mamoplastia de redução, redução dos seios, cirurgia para redução dos seios)  é, por definição, uma cirurgia para redução das mamas quando estas se encontram em tamanho e peso acima das características anatômicas do tórax. Ela contempla, além do tratamento reconstrutivo da mama, a preocupação estética com seios muito grandes, que podem gerar incômodo estético entre as mulheres.

Mama – foto: Getty Images

Com relação ao seu tamanho, as mamas são classificadas em quatro graus: pequena, moderada, grande e gigantomastia. Com relação ao caimento elas se classificam em quatro graus – sendo que o primeiro é normal e o último, mais grave, se caracteriza pelo posicionamento do mamilo no contorno mamário mais inferior e abaixo da prega do sulco mamário.

Indicação da mamoplastia redutora

A cirurgia também está indicada para casos de gigantomastia – em que é retirado mais de um quilo de tecido mamário de cada mama. Esse tipo de mama pode causar envergadura da coluna em função do seu peso. A cirurgia também é indicada a pacientes com mamas grandes e com algum grau de ptose que desejem reduzir seu tamanho. Outra indicação acontece quando as mulheres com mamas avantajadas passam a envergar a coluna para disfarçá-las.

O ideal é que o desenvolvimento da mama esteja completo – o que acontece por volta dos 17 anos – para a realização da cirurgia. Do contrário, pode ser necessário que a paciente tenha que se submeter a uma segunda cirurgia de mamoplastia redutora quando os seios estiverem maduros. A exceção acontece caso haja prejuízo funcional, como dor nas costas ou desvio da postura, ou desenvolvimento acelerado da mama – e que ela esteja formada antes dos 17 anos.

CRITÉRIOS PARA DEFINIR A QUANTIDADE DE MAMA A SER RETIRADA

Os critérios utilizados são dimensão de tórax, grau de hipertrofia mamária e satisfação pessoal da paciente.

Existe uma série de técnicas descritas na medicina para a redução da mama, mas, de uma maneira geral, é feita a retirada de tecido mamário, gorduroso e pele de uma determinada região da mama e, em seguida, o remodelamento no formato de cone – a forma natural da mama. A extensão e o formato da cicatriz variam de acordo com cada caso. Quanto menor a mama, menor será a cicatriz. Elas variam de uma discreta cicatriz periareolar até uma maior, em formato de T invertido – que se inicia ao redor da aréola e se complementa com uma linha vertical e outra horizontal.

Tempo de internação 

A paciente vai para o quarto logo após a cirurgia e a recuperação pós-anestésica e permanece hospitalizada por um período de 24 horas.

A anestesia recomendada pode ser a peridural com sedação ou a geral.

TEMPO MÉDIO DA CIRURGIA

O tempo médio de duração da cirurgia é de duas e três horas, podendo ser alterado de acordo com a complexidade de cada caso.

CUIDADOS PRÉ-CIRÚRGICOS

Além do jejum de 8 horas, é importantíssimo salientar que tabagismo não combina com procedimento cirúrgico. O fumo aumenta consideravelmente o risco de necrose tecidual e trombose venosa em membros inferiores, principalmente se associado ao uso de anticoncepcionais tomados por via oral. Portanto a paciente deve cessar o fumo por um período médio de 30 dias antes da cirurgia.

Pré-Exames necessários 

Além dos exames de mamografia e ultrassonografia mamária, outros exames – utilizados e preconizados como exames pré-operatórios – são importantes:

– Exames laboratoriais completos;

– Exame cardiológico e avaliação cardiológica.

Cuidados pós-CIRÚRGICOS 

Alimentação

Sutiã

O sutiã cirúrgico é colocado logo após a cirurgia e é retirado apenas para o banho. O cirurgião plástico é quem determina por quanto tempo ele deve ser usado, mas o período médio costuma ser de um meses. Uma dica é ter duas peças, assim enquanto você usa uma, a outra é lavada.

Drenagem linfática

O cirurgião plástico Esmail Safaddine recomenda associar a drenagem linfática para diminuir o edema pós-operatório.

A paciente pode retornar às suas atividades de trabalho ou estudo, atividade sexual e a dirigir com cuidado após uma semana da cirurgia. Exercícios extremos, principalmente com os membros superiores, ainda devem ser evitados neste período.

Atividade física

O retorno total às atividades físicasdeve ser feito de um mês após a cirurgia. Atividades leves como caminhada e bicicleta ergométrica, que não exigem ampla movimentação dos braços, podem ser retomados antes (20 dias após a cirurgia).

Curativos

Drenos

Em alguns casos, o cirurgião pode instalar e manter drenos cirúrgicos da região abordada durante a cirurgia. Essa escolha varia entre os cirurgiões. Ele pode ser retirado após 12 horas.

Cicatrizes

As cicatrizes finais das mamoplastias redutoras são, na grande maioria das técnicas, em formato de âncora ou T invertido, que se inicia ao redor das aréolas e se complementa com uma linha vertical e outra horizontal, ficando esta última bem no sulco da mama. Como todas as cicatrizes, as cicatrizes mamárias ficam mais evidentes e avermelhadas nos primeiros dois meses e clareiam até o período de um ano, ficando mais discretas.

Riscos

Queloides: são cicatrizes hipertróficas que podem acontecer após a mamoplastia redutora, mas são raras. Dependendo de cada caso, existe um tratamento que o cirurgião pode indicar, como pomadas a base de corticoide, corticoide intra-lesional e ainda a betaterapia.
Necrose de aréola: rara, mais comum em mamas grandes e muito caídas, em que há uma grande quantidade de pele entre a mama e o mamilo, o que pode dificultar a irrigação sanguínea mamilar durante a cirurgia.
Hematoma: acontece uma hemorragia dentro da própria mama. A indicação, nesse caso, é a rebordagem operatória para retirada do acúmulo de sangue.

– Perda da sensibilidade: quanto maior a retirada de tecido, maior número de nervos lesados e, consequentemente, maior o risco de perda de sensibilidade. A sensibilidade pode voltar parcial ou totalmente nesses casos.

– Abertura da sutura cirúrgica: esse é o risco mais comum da mamoplastia redutora já que há uma readaptação do tecido mamário. A mama costuma ficar inchada após a cirurgia e, portanto, mais pesada, o que pode causar a chamada deiscência da ferida operatória.